Historia da Jobifran
A Jobifran nasceu em 1990, nos meios jovens das comunidades cristãs de cariz
franciscano. “Viver e Anunciar Jesus Cristo, segundo o ideal de S. Francisco de Assis,
Caminhando em Grupo”, é o ideal do Movimento. Tal como os adultos dos
grupos bíblicos, os jovens do Movimento Jobifran, quando reúnem, privilegiam
a amizade, a Palavra de Deus, a oração e o compromisso.
Nas suas paróquias, esforçam-se por merecer o apoio dos seus párocos e pais.
Muitos, para além do compromisso do
grupo, estão empenhados noutros
serviços nas suas paróquias,
nomeadamente, como catequistas,
escuteiros, cantores, acólitos…Depois de uma mínima inserção no
Movimento, nunca antes dos 3 meses,
os jovens recebem o “Tau”, símbolo da
cruz de Cristo, letra com a qual S.
Francisco, por humildade e identificação
com Cristo, assinava alguns dos seus
escritos. Mais tarde, mas nunca antes
de um ano, recebem um lenço verde e amarelo. A cor verde recorda a
dimensão da ecologia, que tem S. Francisco por patrono. A cor amarela lembra
a bandeira do Vaticano, podendo significar a dimensão eclesial da fidelidade à
Igreja católica. Os grupos Jobifran possuem ainda uma bandeira, com as cores do lenço. Ao
centro, o “Irmão Sol” enquadra a Bíblia e a silhueta de S. Francisco, de braços
abertos, em atitude de louvor. Para além da reunião semanal, encontram-se a nível regional e nacional para
encontros de formação, dando prioridade às seguintes áreas: pedagogia de
grupo, franciscanismo e Bíblia; retiros, Dia Nacional, experiências de
solidariedade, encontros com outros jovens ligados às comunidades dos
Capuchinhos, e, a culminar o ano, uma atividade de Verão, que geralmente é
um acampamento. Nestes encontros, dão relevo especial à amizade, à
celebração e a gestos de solidariedade social. Cada ano realizam uma
Assembleia Geral, alternando entre assembleia eletiva e assembleia temática.
Deste modo, traduzem o
Evangelho com audácia,
coragem e com alguns
sacrifícios, o que nem sempre
é fácil, em virtude dos
numerosos afazeres e
compromissos familiares.
“Uma gota, cai suavemente” é
o título de uma canção que
adotaram como hino. Não há
encontro que não o cantem
com arrojado entusiasmo. É
isto mesmo que procuram ser: uma gota, alegre e jovem, no meio do oceano
do Povo de Deus.
A Jobifran
Quando nos pedem para escrever sobre um assunto que nos é querido, e este é, sem dúvida alguma, um tema de eleição para mim, a primeira ideia que costuma ocorrer é que teremos imensas histórias para escrever, inúmeras experiências para comunicar e, quem sabe, dar vontade a quem lê de se juntar a nós. No entanto muito depressa me deparo com uma certa dificuldade em transmitir tudo o que já vivi neste movimento que faz parte dos meus treze últimos anos de existência.
Poderia começar por dizer que o Jobifran é um movimento de jovens católicos que se reúnem para estudar a Palavra de Deus e pô-la em prática no seu dia-a-dia ajudando o próximo ao jeito de São Francisco de Assis. Imediatamente muitos me responderiam que todos os grupos e movimentos juvenis, sejam ao jeito de São Francisco ou não, devem ter por base a Palavra de Deus para pautar os seus caminhos e, obviamente, devem pô-la em prática nos espaços onde se encontram. Poderia ainda referir os laços de amizade que unem os elementos dos vários grupos de forma inexplicável mas poderiam ainda responder-me que “amizade” é palavra mestra para os jovens, principalmente cristãos.
Então que dizer do Jobifran? O que torna este Movimento tão especial?
A resposta está no coração de cada pessoa que já experimentou uma das nossas atividades nacionais; está na emoção que transborda do nosso íntimo quando estamos em vigília e uma lágrima teimosa escorre pelo nosso rosto; está no entoar de cânticos em plena rua de uma cidade embebida de laicismo mas sedenta de Amor, amor que qualquer jobifrista sabe dar sem conta nem limite porque bebe da Fonte do Amor: Cristo… Então, ser Jobifran, é principalmente saber amar e mais nada. A partir dali tudo se faz, tudo se vive, tudo se cria como nas muitas Eucaristias que já animámos em paróquias diversas onde estivemos, seja em atividade ou acampamento, e onde quase toda a assembleia chorava ao sentir tanta alegria a transbordar de corações jovens cheios do Espírito de Deus…
Para tudo isto não há explicação. O Jobifran não se explica, vive-se, sente-se, e, com toda a certeza posso afirmar que não existe jovem, por pouco tempo que tenha passado connosco, que tenha saído do movimento sem levar uma forte marca no coração.
O Jobifran é formado por vários grupos, oriundos de vários pontos de país, cada um com as suas qualidades e defeitos, cada um com a sua identidade e caminhada mas, quando se juntam nas atividades nacionais que vão acontecendo ao longo do ano, deixam, por momentos, de ser um grupo para ser a família Jobifran, uma família unida pelo amor que vem de Cristo! Por isso tu, jovem que lês este texto, deixa-te contagiar pelo Espírito Jobifran, pelo pulsar deste coração que bate em uníssono em cada jobifrista, deixa o teu conforto, faz-te ao largo e vem conhecer-nos!
Filipe Moreira
Presidente do Jobifran