Na vida do Jobifran – creio que todos serão unânimes – o ponto alto de todos os anos costuma acontecer no tradicional acampamento. Desta vez, para além de ser o ponto culminante do ano, foi também o ponto culminante de 23 anos de história a seguir os passos de S. Francisco de Assis. E os passos levaram-nos até Assis. Para mim, que sou apenas mais um dos presidentes que passaram pelo Jobifran, existe um forte sentimento de dever cumprido, de meta alcançada, pois fomos cerca de 70 a ter ocasião para viver Francisco na própria fonte… Mas a vida não pára e, como dizia o lema do acampamento: “Irmãos, comecemos a servir o Senhor, porque até agora pouco ou nada fizemos”. Importa agora olhar para o futuro com os olhos bem abertos e a alma repleta da água que brota da fonte de Assis e que alimenta o velho rio que é o Jobifran que, por sua vez, corre rumo ao amanhã seguindo o leito que é Cristo. “E o Jobifran não vai parar…”
Filipe Moreira—Presidente do Jobifran

A viagem do Jobifran à terra de S. Francisco de Assis poderia ter sido mais uma atividade. Mais uma, como tantas outras, que ao longo de 23 anos se foram realizando. Mas a verdade é que esta foi um sonho. O Sonho. O sonho que nasceu com o movimento, e que tive o prazer de poder ajudar a realizar. Comigo levei a carga que outros me passaram. Comigo levei esperanças e vontades de outrora. Foi bom poder chegar a Assis e lembrar a minha caminhada, já com alguns anos, e sentir que o sonho foi finalmente realizado. Pisar a terra que S. Francisco pisou, contemplar a natureza que ele contemplou...é algo que só se pode descrever no nosso íntimo. Agora, cerca de duas semanas após o regresso, a vontade de continuar é enorme. Há muito trabalho para fazer, há muitas pessoas a quem podemos ajudar, e uma coisa trouxe comigo de Assis...Se S. Francisco disse que pouco ou nada fez, ele que tanto realizou, então nós, não fizemos nada mesmo. Está na hora de começar a fazer algo. Não ter vergonha e servir...tal como diz o tema do meu grupo para este novo ano que agora inicia: “Quem não vive p'ra servir, não serve p'ra viver”!
Orlando Costa - Grupo Nova Paz
Quando as pessoas são questionados sobre o que é o sonho, a grande parte das respostas normalmente passam por situações que elas não conseguem realizar e desejam. Há 23 anos um grupo de pessoas sonhou com uma viagem, uma peregrinação a uma cidade, a cidade natal de um santo, um bem-aventurado, o mesmo que servira de inspiração para um ideal, um método de vida único. Esse grupo de pessoas, unidos por esse mesmo ideal, de viver e anunciar o evangelho de Jesus Cristo, caminhando em grupo, criaram o Jobifran e sonharam viajar até Assis, cidade medieval que viu nascer, viver e morrer Francisco. Depois de 23 anos, esse sonho realizou-se. Gente de todo o país, jovens unidos por um ideal, viajamos até Assis e vivemos durante 10 dias um acampamento único, rodeado pela natureza de Assis, pelas suas muralhas e visitamos as igrejas que o próprio Francisco construiu com as suas próprias mãos. Vimos a cruz de S. Damião, a mesma que lhe falou com a voz de Deus, estivemos no seu túmulo e estivemos em pensamento e oração ligado a ele. Uma peregrinação única que realizou o sonho dos mais velhos deste movimento e criou um novo sonho para eles e para as novas sementes do Jobifran: voltar a Assis e continuar a evangelizar pelo mundo fora caminhando em grupo.
Toni, Barcelos
Venho aqui falar-vos um pouco de como vivi a minha peregrinação a Assis, sim, um pouco, porque é impossível descrever por palavras ou imagens tudo o que foi vivido. Este sonho com 23 anos finalmente se concretizou e eu faço parte dele desde há muito pouco tempo e tive a honra enorme de o ver concretizar-se. Mas para além disto, foi muito especial para mim, neste meu 2ºacampamento receber Tau e Lenço, símbolos franciscanos, na terra de S. Francisco de Assis. Para além destes momentos muito marcantes, onde o sentimento da alegria e amizade é partilhado por todos também os momentos de partilha e de reflexão foram muito importantes. São estes dias que fazem com que exista a família Jobifran, que ela cresça, e se fortaleça na fé, união, confiança e amizade pois queremos “Viver e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo ao jeito de S. Francisco de Assis, caminhando em grupo.” Paz e Bem
Liliana Alves - Grupo Sol Nascente
Estava eu a fazer as malas e a imaginar como iria ser realizar um grande sonho, ir a Assis. Desde que saí de casa que sentia aquelas borboletas na barriga, aquele nervosismo, aquele entusiasmo. Não procurei saber nada sobre o que íamos ver, onde íamos ficar. Decidi ir completamente à deriva e deixar que tudo e todos me surpreendessem. A viagem para lá parecia que nunca mais acabava, mas quando vi a placa que dizia ‘’Assisi’’ o meu entusiasmo voltou, a ansiedade voltou e o espírito reacendeu-se. Os dias foram passando e eu cada vez me dava com mais pessoas, cada vez conhecia mais sítios onde S. Francisco andou e deparava-me com a realidade, eu era uma sortuda por estar ali, pois há gente que sonha com a viagem a Assis há anos, e eu logo no meu primeiro ano de caminhada estava ali. Tanto a visita túmulo de S. Francisco como o momento em que recebi o Tau foram especiais. Nunca pensei que receber o Tau me marcasse tanto, foi como se tivesse acabado de ser aceite na família Jobifran. Foi difícil conter as lágrimas visto que me disseram tudo o que eu precisava de ouvir. Nunca pensei que a viagem de regresso fosse assim tão animada, pois estávamos todos cansados e tristes por já ter acabado. Mas as guitarras, os jambés e as vozes afinadas fizeram com que a viagem passasse num instante. Para mim foi um grande privilégio ser a mais nova, e se depender de nós, jovens, este movimento irá ficar cada vez maior e mais forte. Paz e Bem
Raquel Queirós - Grupo Sal da Terra
La città della pace
Já era noite. Uma vibração estranha anunciava algo marcante. Foi assim que Assis me recebeu, e a mesma vibração acompanhou-me até ao último momento! Foi uma semana muito intensa, vivida num crescendo sem fim: as noites lutavam entre o chão duro da terra e os ataques terroristas da chuva. Os dias foram trilhados indelevelmente nos caminhos de Francisco: pelas grutas onde ele rezou e locais onde ele cresceu, pelas igrejas que construiu até ao local onde ele se entregou para a eternidade. Não vou esquecer as várias amizades, as experiências em fraternidade, os hinos, o novo tau, tudo. Quando chegou o momento da partida, aquela vibração deixou de ser estranha. Como se tudo fora um milagre: um daqueles que só sucede uma vez, e que, ao suceder, fala uma língua de segredos tal, que, mal se desvelam, desaparece para sempre. Contudo, este “milagre” não desapareceu. Ele permanece em mim, a pedir insistentemente para transformar a vida dos que estão ao nosso lado através das minhas palavras, gestos e atitudes! Para que quem estiver ao meu lado, veja em mim o Francisco e com isso sinta no seu íntimo que Cristo o ama e está sempre com ele.
Manuel - Grupo Novos Rumos
Alguns momentos:
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| Entrega dos Lenços |
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| Entrega dos Taus |
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| Entrega dos Taus |
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| Entrega dos Taus |
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| Entrega dos Taus |
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| Entrega dos Taus |
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| Entrega dos Taus |
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| Entrega dos Taus |
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| Entrega dos Taus |
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| Vigília da Entrega dos Lenços |
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| Vigília da Entrega dos Lenços |
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| A viagem |
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| Parte da Familia JOBIFRAN |

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Eucaristia na Basílica de São Francisco de Assis
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| São Damiano |
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| O envio .... em Coimbra |
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| Zona de Campo |
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| Basílica de São Francisco |

Eucaristia em Assis:
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